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A 5ª Reunião Técnico-Científica, realizada nesta sexta-feira (17), em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, trouxe como tema central a importância do tratamento adequado para garantir qualidade de vida aos pacientes. O encontro, conduzido pela Ana Cláudia Ramos, enfermeira do Hemope, foi marcado por uma troca de conhecimentos e sensibilização sobre a importância do cuidado contínuo com a doença.
Durante a palestra, foi reforçado que a hemofilia é uma doença hemorrágica genética que afeta a coagulação do sangue, podendo causar hematomas e sangramentos frequentes, principalmente em articulações e músculos, e que, apesar de não ter cura, pode ser controlada de forma eficaz com acompanhamento adequado e tratamento regular.
Um dos principais pontos abordados foi a evolução das terapias com o passar dos anos, com destaque para o emicizumabe, um medicamento moderno, incorporado ao SUS em dezembro de 2025 para o tratamento da Hemofilia A grave, que tem transformado de forma significativa o tratamento com a redução dos sangramentos e trazendo mais praticidade, já que é aplicado de forma subcutânea, na camada de gordura entre a pele e o músculo, e com menor frequência.
Após a apresentação do conteúdo técnico e do “Cordel da Hemofilia: ciência, cuidado e esperança”, a reunião contou com um momento marcante de interação entre pacientes, familiares e profissionais especializados na área. Entre eles, José Pacheco e Poliana Pacheco, pais do pequeno Diego Pacheco, de 6 anos, que relataram, emocionados, a experiência com o tratamento e o impacto na rotina da família.
“Com a chegada do emicizumabe, a nossa vida mudou completamente. Tivemos um ganho enorme na qualidade de vida, principalmente para ele, mas também para nós, que antes precisávamos manter uma atenção constante com as aplicações. A medicação trouxe mais segurança, inclusive permitindo que o Diego praticasse esportes com mais contato físico, com muito menos preocupação em relação a hematomas”, explica o pai do paciente.
A mãe de Diego, Poliana, bastante emocionada, completou reforçando a praticidade e cuidado dos profissionais de saúde no tratamento dos casos de hemofilia. “Eu nunca imaginei que conseguiria aplicar algo na veia de alguém, mas acabamos aprendendo e fazendo isso bem. Hoje, a diferença é muito grande. Antes, ele fazia a terapia com o fator três vezes por semana; agora, com o emicizumabe, a aplicação pode ser feita apenas uma vez por mês”.
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