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O médico residente Pedro Bruno Tavares concluiu a Residência em Hematologia e Hemoterapia no Hemope com um trabalho de conclusão voltado aos pacientes com Leucemia Mieloide Crônica (LMC) em uso de inibidores de tirosina-quinase de segunda geração. O estudo teve como objetivo caracterizar o perfil dos pacientes acompanhados na instituição e avaliar os desfechos terapêuticos a partir de dados de vida real.
Segundo o médico, na LMC, existe uma alteração genética que cria uma proteína anormal chamada BCR-ABL. Essa proteína funciona como uma enzima tirosina-quinase, que é basicamente um “interruptor” que manda a célula se multiplicar o tempo todo. É isso que faz a doença acontecer: as células do sangue passam a crescer de forma descontrolada. “Os inibidores de tirosina-quinase são medicamentos que bloqueiam esse ‘interruptor’ defeituoso. Eles desligam a proteína BCR-ABL e impedem que a célula continue se multiplicando sem controle. Esses remédios mudaram completamente o tratamento da LMC”, completou.
Para ele, o cenário institucional foi determinante para a qualidade da pesquisa: “O Hemope é um dos maiores centros do Brasil no acompanhamento dessa doença, o que possibilitou uma análise robusta e relevante para o aprimoramento da assistência no SUS”.
Durante os dois anos de formação, o residente passou por todos os setores do Hemope e também por outros hospitais do Recife. “A convivência com profissionais experientes e o aprendizado diário com os pacientes foram pilares fundamentais da minha trajetória. Agora, retorno ao Ceará com o compromisso de aplicar e multiplicar o conhecimento adquirido, contribuindo para o fortalecimento da hematologia e da hemoterapia na região”, reforçou.
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