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O Hemope realizou, no auditório Luiz Gonzaga dos Santos, um evento em alusão ao Dia Mundial da Doença Falciforme, com depoimentos, apresentação da equipe multidisciplinar em anemia falciforme e lançamento do livro “Mulheres de Foice - superação e resistência”, de Lindacy Assis.
O evento ocorreu na última quarta-feira (19), Dia Mundial da Doença Falciforme, e contou com a participação de integrantes da equipe multidisciplinar do Hemope e também de pacientes que tratam a anemia falciforme.
Vânia, enfermeira do Hemope há mais de 30 anos, abriu o evento ressaltando a importância de que se saiba, hoje, a luta que o Hemope tem com as doenças falciformes.
“Nosso objetivo é atender bem e tratar bem a doença falciforme”, declarou a enfermeira.
Em seguida, a presidente do Hemope, Raquel Santana discursou a respeito da importância dessa data.
“Que seja um dia que fique guardado na memória de todo mundo, para que essa luta cresça ano após ano”, declarou a presidente.
O evento contou, também, com o depoimento de pacientes que tratam a doença falciforme há anos, no Hemope.
Tamires, paciente falciforme, enfatizou a importância de continuar lutando pelos seus objetivos.
“Sempre coloquei no meu coração que a doença falciforme nunca iria me paralisar ou me limitar dos meus sonhos”.
O momento foi também de lançamento, Lindacy Assis, portadora de doença falciforme, escreveu e lançou o seu livro, Mulheres de foice.
“Esse livro para mim foi muito doloroso de escrever, porque vem lembranças, vem memórias, aqui está meu coração, a minha alma, tudo que eu vivenciei. Eu fiquei muito feliz quando comecei a ler o livro, caiu a ficha de que eu escrevi isso, às vezes a gente não se sente capaz, porque isso é o que a sociedade faz com a gente, …mas nós temos que colocar o peito pra jogo e fazer mesmo, …nunca deixei que a doença fosse um empecilho para a minha jornada. O quanto eu puder fazer para ajudar os meus irmãos de foice, eu vou fazer”
Fernanda, enfermeira do laboratório, discursou sobre o trabalho preventivo e de orientação feito pela equipe do Hemope.
“É um trabalho que a gente faz com muito amor e muito carinho, é sentir a dor do outro”, relatou Fernanda.
Uma das falas mais tocantes foi a de Geraldo, paciente falciforme, que declarou
“Eu tenho a doença, eu não sou a doença”.
A doença falciforme é genética e hereditária (passa dos pais para os filhos), portanto não é transmissível.
A principal característica da doença é a alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, estas células são arredondadas, mas nas pessoas com DF, em condições adversas, assumem um formato de foice, o que dificulta a circulação e a chegada do oxigênio aos tecidos.
Por ser uma doença hereditária, é possível detectá-la logo após o nascimento por meio do teste do pezinho. A doença possui tratamento e quanto mais cedo o tratamento for iniciado, menores as chances de complicações.
O tratamento da Doença Falciforme exige o acompanhamento de uma equipe de saúde multidisciplinar, composta por médico, nutricionista, enfermeiro, assistentes sociais e outros profissionais que possam vir a ser necessários. Esse acompanhamento ajuda a estabilizar a doença e melhorar a qualidade de vida do portador.
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