Este website utiliza cookies
Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência, otimizar as funcionalidades do site e obter estatísticas de visita. Saiba mais

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) ampliou nos últimos anos as iniciativas voltadas à segurança do paciente, com ênfase em práticas preventivas, formação contínua das equipes e ações voltadas à pediatria. “A segurança do paciente surge para minimizar riscos e reduzir a ocorrência de acidentes e incidentes que possam gerar danos, inclusive mais graves do que a própria doença”, resume Ana Emanuella, fisioterapeuta e coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente da instituição.
O Dia Mundial da Segurança do Paciente, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde desde 2019, é comemorado no dia 17 de setembro. A data busca conscientizar profissionais, gestores e a população em geral sobre a importância da implementação de práticas seguras, como a identificação correta do paciente, a segurança na comunicação e o uso adequado de medicamentos.
Embora a discussão sobre segurança do paciente tenha ganhado força apenas nas últimas décadas, avanços internacionais e regulamentações nacionais tornaram o tema obrigatório nas instituições de saúde. Em 2013, a Organização Mundial da Saúde lançou iniciativas que influenciaram políticas nacionais, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir a criação de núcleos dedicados ao tema.
No Hemope, instituído em 2020, o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do Hemope foi criado com a publicação da Portaria n.º 100/2019, com o objetivo de estruturar ações contínuas voltadas à segurança dos pacientes em todas as etapas do atendimento impulsionado pelas demandas da pandemia e coordenado inicialmente pela enfermeira Nádja Girmino.
A cada ano, a OMS define um tema específico; em 2025, por exemplo, o foco foi o cuidado seguro desde o nascimento, voltado principalmente para recém-nascidos e crianças. Na unidade, como existe uma enfermaria pediátrica, foram organizadas ações direcionadas a esse público, incluindo palestras, rodas de conversa e atividades educativas.
No Hemocentro, o Núcleo alia comunicação institucional a estratégias práticas para ampliar adesão. Entre as iniciativas destacam-se um “carrinho itinerante” — que percorre setores com material educativo e atividades lúdicas para sensibilizar profissionais, pacientes e acompanhantes — além das datas comemorativas, como o “Abril pela Segurança do Paciente”, o “Dia Mundial da Higienização das Mãos” em maio, a campanha de conscientização sobre sepse em setembro e o Dia Mundial da Segurança do Paciente, o núcleo também atua continuamente para corrigir falhas detectadas nos processos.
As ações práticas do núcleo seguem as metas internacionais de segurança do paciente, estabelecidas pela OMS. A primeira (Meta 1) trata da identificação correta do paciente, garantindo que exames, medicamentos e procedimentos sejam destinados à pessoa certa. Outras metas incluem a comunicação efetiva entre profissionais (Meta 2), a administração segura de medicamentos (Meta 3), a cirurgia segura (Meta 4), a higienização das mãos para prevenir infecções hospitalares (Meta 5), além da prevenção de quedas e de lesões por pressão (Meta 6).
Entre os projetos implementados, destaca-se a campanha sobre comunicação efetiva, em que foi utilizada a ferramenta ISBAR (Identificação, Situação, Breve Histórico, Avaliação e Recomendação) para melhorar a passagem de informações entre equipes e plantões. Também foi realizada a “Operação Quedas”, na qual os profissionais vivenciaram, através de simulações com óculos que prejudicava a visão ou faixas que limitavam a mobilidade, as dificuldades enfrentadas por pacientes em risco de queda.
Ana Emanuella reforça sobre os principais desafios e objetivos de coordenar o Núcleo de Segurança do Paciente. “Um dos maiores desafios para consolidar a cultura de segurança do paciente é superar a tendência de buscar culpados individuais quando ocorrem incidentes. Como o erro faz parte da natureza humana, o objetivo deve ser fortalecer processos, implantar barreiras de prevenção e conscientizar as equipes de forma coletiva, de modo que a cultura de segurança esteja enraizada na instituição”, acentua a coordenadora.
Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência, otimizar as funcionalidades do site e obter estatísticas de visita. Saiba mais