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O Hemope promoveu mais um encontro científico, desta vez dedicado ao tema “Cuidados paliativos: é caminho, não é o fim. Qual a interface com a hematologia?”, ministrado pelo médico paliativista Wagner Galvão na manhã desta sexta-feira, 5 de dezembro, no auditório Luiz Gonzaga dos Santos, localizado no segundo andar do hemocentro Recife.
O palestrante destacou que os cuidados paliativos não representam o fim, mas um caminho fundamental no tratamento, reforçando sua interface cada vez mais necessária com a hematologia. Para Wagner, nas doenças hematológicas, os cuidados paliativos auxiliam no fortalecimento do vínculo entre pacientes e cuidadores e ajudam a esclarecer os indivíduos sobre o prognóstico e as metas de tratamento. “Além disso, auxiliam na avaliação e identificação das necessidades de enfrentamento, pois os aspectos psicológicos que envolvem uma doença grave também são influenciados por fatores sociais e familiares. Não entender quanto todas essas variáveis podem impactar o curso da doença atrapalha a condução do caso”, ressaltou.
Segundo Wagner, apesar disso, ainda há confusão sobre o papel do cuidado paliativo. “Não se trata de abandono nem de ‘cuidar de qualquer forma’, tampouco de antecipar a morte. Pelo contrário: trata-se de comunicação clara, assistência qualificada e respeito ao sofrimento de pacientes e familiares”.
Em um sistema de saúde por vezes desigual e sobrecarregado, o médico reforça que o cuidado paliativo pode devolver dignidade e conforto, permitindo que o paciente e sua família vivenciem o processo com mais humanidade.
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